
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Quando a fé se torna ação prática

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Quando a fé vira alvo
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
O pão que o capitalismo não explica
Voltei para casa com o corpo cansado e o pensamento desperto. Eu e meu irmão passamos o dia inteiro levantando um muro de blocos tipo baiano que havia desabado depois dos ventos fortes que castigaram Santo André. Na periferia, quando algo cai, não se espera. A resposta vem do braço estendido, do mutirão improvisado, da solidariedade que antecede qualquer política pública.
No caminho de volta, minha filha mais nova vinha comigo. Já perto de casa, ao passar em frente à padaria do bairro, pedi que ela entrasse e comprasse dez pães. Em casa, algumas amigas da família se reuniam. Nada sofisticado: pão, vinho, conversa e presença. O essencial que sustenta a vida quando quase tudo falta.
Minha filha fez o pedido e ouviu do dono da padaria, com a naturalidade de quem conhece a rua: — Sua irmã mais velha já passou aqui agora há pouco e levou pão.
Essa frase simples carrega uma escolha. Ali, o centro não era a venda. O lucro não comandava o gesto. O que estava em jogo era a relação. Ele sabia quem éramos. Sabia quem eram nossas filhas. Sabia de nossos passos. Não havia ali a frieza do caixa, mas a memória do convívio.
Na lógica dominante, seria diferente. Sem relação, o importante é vender. Pouco importa se alguém da mesma casa já comprou, pouco importa se o pão vai sobrar ou faltar. Pessoas viram clientes, encontros viram transações e o pão vira apenas mercadoria. Quando tudo vira mercadoria, a vida perde densidade, o rosto perde nome e a cidade perde alma.
Na comunidade, o pão ainda guarda outro sentido. Ele não é só produto — é partilha. Não é só consumo — é cuidado. O balcão não separa; aproxima. A padaria vira extensão da casa, e a rua, espaço de pertencimento. Ali, repartir vale mais que acumular, e conhecer vale mais que lucrar.
Este fato me fez lembrar de Jesus que sempre caminhou por lugares assim. Sentou-se à mesa com gente comum, repartiu o pão e o vinho, reconheceu rostos antes de contar moedas. Nunca perguntou quem podia pagar, mas quem tinha fome. Nunca fez da fé um negócio, nem da vida uma mercadoria. Seu gesto era simples e, por isso mesmo, profundamente subversivo.
Talvez o padeiro nem tenha se dado conta, mas naquele instante ele repetiu esse gesto. Ao não vender mais dez pães, afirmou — sem discurso — que a vida vale mais que o lucro, que a relação vale mais que a transação, que o cuidado vale mais que o acúmulo. Isso é política em estado puro, feita sem palanque e sem microfone.
Nos grandes centros, uma cena assim soa improvável. A cidade moldada pelo capital precisa do anonimato, da pressa e da indiferença. Transforma ruas em corredores, pessoas em números e vínculos em obstáculos. Comunidade atrapalha. Relação incomoda. Humanidade dá prejuízo.
Naquele dia, não deixamos de comprar pão. Ganhamos consciência. Entendemos que a salvação não mora fora da vida, nem depois dela. Ela se constrói quando o pão e o vinho deixam de ser mercadoria e voltam a ser sinal. Quando a cidade recusa ser apenas mercado e reaprende a ser casa.
E enquanto ainda existirem lugares onde o padeiro conhece nossas filhas pelo nome, o projeto da indiferença não se completa. Porque vínculo não é atraso — é enfrentamento.
Leonardo J. D. Campos
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
Leonardo lança mais um livro
Noite inesquecível em Santo André marca aniversário e lançamento de novo livro
A noite de 24 de novembro de 2025 ficará registrada como um capítulo especial na trajetória do escritor e gestor público Leonardo Campos. Em plena segunda-feira, no aconchegante Restaurante Caboclo Bão, no Centro de Santo André, Leonardo celebrou seus 54 anos de vida e lançou oficialmente seu mais novo livro: “Proseando pelo tempo: entre passos, preces e lembranças”.
O encontro reuniu familiares, parentes, afilhadas, colegas de trabalho, amigos de fé, companheiros de caminhada política e pessoas que, de diferentes formas, fazem parte da história do autor. O ambiente acolhedor, marcado por abraços, conversas e reencontros, reforçou o clima de gratidão que atravessou toda a celebração.
“Foi uma noite muito especial. Agradeço de coração por cada gesto de carinho, cada mensagem enviada e cada abraço afetuoso. Poder celebrar a vida e, ao mesmo tempo, compartilhar o nascimento de mais um livro é um privilégio que guardo com muito carinho”, afirmou Leonardo.
Confira, em vídeo, um resumo do que foi este momento tão especial: Clique AQUI e assista.
Um livro que proseia com a vida
A nova obra reúne memórias, reflexões, preces e lembranças que atravessam a experiência humana — da infância à maturidade — sempre com a delicadeza e a sensibilidade características do autor. O livro chega como mais um passo no caminho literário de Leonardo, que tem dedicado sua escrita a transformar vivências em poesia, afeto e diálogo com o leitor.
Celebração, afeto e caminhada
Entre brindes, histórias compartilhadas e sorrisos largos, a noite reforçou laços e renovou esperanças. Para Leonardo, o momento simboliza não apenas mais um aniversário, mas a continuidade de um ciclo vivido com propósito, fé e compromisso com as pessoas que o acompanham.
“Seguimos juntos, proseando pela vida”, concluiu o autor, emocionado.
sábado, 22 de novembro de 2025
Proseando pelo tempo... no DGABC
O mais novo livro de Leonardo J. D. Campos foi destaque no Diário do Grande ABC, na coluna Memória, assinada pelo jornalista Ademir Medici. O fato é especial não apenas pela visibilidade, mas também pelo significado de ser reconhecido por um jornal que, há décadas, registra a história, a cultura e as vozes da região.
A matéria publicada pelo DGABC destaca a escrita do autor, marcada pela memória, pela prosa sensível e pelo olhar atento às origens. Trata-se de um reconhecimento que dialoga diretamente com aquilo que move sua produção literária: escrever a partir do que é, do que viveu e do lugar de onde vem.
Ser apresentado como um autor “daqui” — do Grande ABC — reforça a ideia de pertencimento que atravessa sua obra. A escrita, para Leonardo Campos, é também um exercício de preservação: das lembranças, das paisagens humanas e dos pequenos gestos que constroem a identidade coletiva.
A menção no Diário do Grande ABC representa, portanto, um estímulo para seguir escrevendo, publicando e compartilhando histórias que dialoguem com o leitor de forma honesta e humana. O autor agradece ao jornal pelo espaço e pela escuta, assim como aos leitores que acompanham seu trabalho e dão sentido a cada texto publicado.
Que esta seja mais uma página de um caminho construído com palavras, memória e afeto.
sábado, 19 de julho de 2025
Quando a extrema direita fere a si mesma
O anúncio de Donald Trump de aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros caiu como bomba. Tentou “agradar” o clã bolsonarista, mas acabou revelando algo mais profundo: a política externa dos EUA pode ser movida por caprichos e interesses ideológicos, sem medir as consequências. E quem paga a conta, claro, é o Brasil – em especial os setores econômicos que mais apoiaram o ex-presidente.
A medida, com data marcada para 1º de agosto, foi vista por muitos como uma jogada para pressionar o Judiciário brasileiro e blindar Bolsonaro. O efeito, no entanto, foi o oposto: enfraqueceu o bolsonarismo e empurrou Lula para o centro do tabuleiro, como líder sereno e preparado diante da crise. Mas que ninguém se engane: essa “vitória” carrega uma bomba-relógio econômica com potencial devastador.
A indústria brasileira pediu ao governo uma trégua: 90 dias de prorrogação, como noticiado pelo Diário. Alckmin, comedido, entrou em campo e lembrou que os EUA têm superávit comercial com o Brasil há 15 anos. A resposta de Trump foi clara e absurda: faz porque pode. Um ato de força, sem qualquer base racional – mas com alto poder destrutivo.
O mais irônico? As tarifas atingem em cheio o agronegócio – base fiel de Bolsonaro. Exportadores de carne, grãos e industrializados foram jogados no fogo cruzado de uma disputa que nada tem a ver com seus interesses. Bolsonaro, que sempre posou de defensor do setor, agora aparece como cúmplice de uma medida que ameaça empregos e contratos.
Lula, por sua vez, reagiu com maturidade, buscando articulação internacional e agindo como estadista. Ganhou pontos com o centro político, com o empresariado e reforçou a imagem de liderança responsável. No curto prazo, ponto para ele. O futuro, porém, pode cobrar caro.
Se os mercados se fecharem, os dólares somem. O câmbio dispara. A inflação sobe. O custo da comida pesa no bolso de quem já tem pouco. A instabilidade produtiva vira caos. E o desgaste político bate à porta. Se o governo demorar a reagir, o que era vantagem pode virar veneno.
A hora é de estratégia. Lula precisa aproveitar a crise para ampliar mercados, fortalecer laços com China, Europa e vizinhos latinos, proteger setores frágeis e apostar no mercado interno. E, acima de tudo, sustentar uma narrativa clara: o Brasil é soberano e não se curva a ameaças. Mas sem cair na tentação de alimentar o conflito – que só interessa aos que lucram com o caos.
Ganhar a disputa de hoje é importante, mas o povo julga é na hora da compra do arroz, do gás e do feijão. A inflação é cruel e silenciosa. E o brasileiro sabe muito bem quem estava no comando quando ela voltou ao prato.
É hora de ação, inteligência e coragem. Porque política, no fim, é isso: saber ler o tempo – e decidir de que lado da história se quer estar.
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sexta-feira, 17 de maio de 2024
LANÇAMENTO: Deleite da Vida...
Na noite desta sexta-feira (17/05/2024), no Saguão do Teatro Municipal de Santo André, foi realizado o evento de Lançamento do quarto livro de poemas do autor Leonardo J. D. Campos: "Deleite da vida ...e outros poemas", livro este publicado pela Editora COOPACESSO, com prefácio de Davi Damarques Barbosa.
Foi uma noite inesquecível, de encontros, reencontros, novas relações e, claro, muita música, dança e POESIA. Clique 👉 NESTE LINK 👈 e você poderá acompanhar, em vídeo, o que de melhor rolou neste evento.
Leonardo acolheu com carinho cada convidado e cada convidada, distribuiu autógrafos, falou de como foi escrito o livro, a escolha da capa e se emocionou ao mencionar que a escolha desta data para o lançamento do livro foi por conta de que neste dia, se estive vivo, seu pai, Pedro Dutra de Campos, estaria completando 90 anos de idade e a ele prestou-lhe homenagem.
O evento contou com a organização do cerimonial conduzido pela Elaine Fernandes Boaventura e pela Luara Souza Campos e a animação ficou a cargo do DJ GLASS. A parte musical contou com a apresentação de Hermes Rangel (voz e violão).
O público presente pôde apreciar ainda as apresentações de dança da "Academia de Dança Vandance" e do "Grupo de Dança Estilo Cigana de Magda Romena", este último, acompanhado por Davi Damarques (voz e violão). Ao final, para fechar com chave de ouro, microfone aberto para apresentações de poesias com diversos poetas.


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